Empresas madrinhas e conselho de inovação no Estado de Goiás

Publicado em: 22 Fev 2022
Empresas madrinhas e conselho de inovação no Estado de Goiás

O Estado de Goiás tem em torno de 20.000 indústrias, que empregam cerca de 320.000 trabalhadores. Destaque para produção de alimentos e bebidas, mineração, fármacos, fabricação de automóveis, etanol e construção civil. É o segundo maior produtor nacional de cana-de-açúcar e etanol.

“Para atender a essa demanda, é fundamental investir em inovação. Aqui, eu digo que nosso ensino é trilíngue: português, inglês e tecnologia. As crianças aprendem programação desde o Ensino Fundamental, sempre direcionando esse conhecimento para a Indústria. Queremos formar pessoas que possam trabalhar em qualquer estágio da produção, desde a operação até a liderança de suas próprias empresas”, afirmou Sandro Mabel.

Para fomentar a economia do Estado, a FIEG mantém convênios e parcerias com grandes empresas, como a Votorantim, Mineradora Serra Grande, Coca-Cola, Telemont, Fricó Alimentos e outras de setores diversos. Os funcionários dos parceiros visitam periodicamente os SESIs e SENAIs em atividades com os estudantes, que também têm a oportunidade de conhecer o chão de fábrica e as oportunidades geradas a partir da capacitação.

A Federação também criou um conselho de inovação, com vistas a prever e planejar o ensino para os próximos dez anos, fazendo com que a educação ofertada esteja sempre atual e inovadora.

“Quando vemos jovens de 13 a 15 anos trabalhando com tanta tecnologia e reproduzindo os ensinamentos na construção de robôs, temos a certeza de que eles estão sendo bem instruídos. Estamos vendo que as escolas do Sistema S estão no caminho correto", avaliou o general Pedro Fioravante.

No Goiás, as unidades do SESI e do SENAI trabalham de forma colaborativa. Nas últimas séries do Ensino Médio, os alunos visitam as instalações dos cursos profissionalizantes para conhecerem o maquinário e as atividades realizadas no nível técnico. Também cursam matérias como mecânica e manutenção automotiva, computação e outras que despertam o interesse profissional.

O SESI diferenciou-se no Estado por ter sido a primeira instituição educacional a adotar o Novo Ensino Médio, seguindo as diretrizes nacionais. Também inovou na Educação a Distância, sendo a primeira rede totalmente adapatada para o digital. Em auxílio às escolas estatuais e municipais, os professores do SESI atuaram como multiplicadores, transmitindo a experiência e conhecimento para os educadores da Rede Pública do Estado. A iniciativa foi feita em parceira com as secretarias estaduais de Educação e de Cultura.

“Nossa taxa de retenção de alunos durante a pandemia foi muito acima da média. Enquanto outras escolas privadas chegaram a perder mais de 80% de alunos, especialmente na Educação Infantil. Nós passamos de 12.769 matriculados para 12.155. Ou seja, uma perda mínima”, contextualizou o diretor do SESI e superintendente do SENAI no Estado, Paulo Vargas.

A diretora da Escola SESI Canaã, Raqueline Ferreira, destacou que a inovação e antecipação de tendências são reconhecidas pelo público. "A estratégia de fidelização é justamente a proposta pedagógica. Ao final dos nove anos de ensino, o aluno tem um entendimento do "eu”, do “outro” e do “nós”. Assim, além das competências, também sai daqui pronto para empreender, liderar”, explica a diretora.

No contexto da pandemia, o SESI também se prontificou a colaborar com o Estado, consertado respiradores gratuitamente para a rede de saúde, realizando testes de contaminação pela Covid-19 e doando matérias de primeira necessidade. Para os trabalhadores, o atendimento foi realizado nas empresas e em um Centro de Atenção à Saúde, que reservou um andar para esse tipo de demanda.

 

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