Conselho Nacional do SESI faz visita às estruturas do SESI e SENAI na Paraíba

Publicado em: 16 Mar 2022
Conselho Nacional do SESI faz visita às estruturas do SESI e SENAI na Paraíba
Nos dias 14 e 15 de março, comitiva do Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) realizou um circuito de visitas nas unidades do SESI e SENAI na Paraíba. Na comitiva, estavam o superintendente executivo do Conselho, General Pedro Antônio Fioravante, a conselheira representante dos trabalhadores, Francisca Trajano, e a gerente de Planejamento, Gestão e Fiscalização, Fanie Ofugi.

De acordo com o General Fioravante, as visitas têm o intuito de conhecer a realidade e a visão do Sistema Indústria sobre o futuro da Educação e da Saúde do trabalhador, bem como suas ações para a sociedade. A essência do Sistema Indústria vem, exatamente, das unidades do SESI e o SENAI. Então, é importante que a gente vá na ponta da linha e veja onde a coisa acontece. Brasília é apenas o meio que dá o apoio e a estrutura necessária para que a ponta realmente faça a entrega para sociedade através das suas unidades. Essas unidades são fundamentais seja na parte de educação, seja na parte de saúde e segurança do trabalho e no apoio ao trabalhador, então é importante que a gente conheça o que está sendo feito e como está sendo trabalhado”, explicou.

Centro de Atividades Dionísio Marques de Almeida, em Patos


O circuito teve início na última segunda-feira, 14, no Centro de Atividades Dionísio Marques de Almeida em Patos, no Sertão da Paraíba. Os membros do conselho foram recepcionados pela Superintendente Regional do SESI, Geisa Brito, a Gerente Executiva de Educação, Katharine Hluchan, a diretora das Escolas SESI da Paraíba, Alexsandra Souza, e Verônica Viana, Gerente da escola.

Na ocasião, foram apresentados a estrutura da escola, as salas de aula e laboratórios equipados com o que há de mais moderno para o aprendizado dos alunos. No Laboratório de Robótica, a equipe “Legonautas”, que foi campeã, em conjunto com a Geartech Canaã, de Goiás, na categoria Campeões da Arena da edição especial da FIRST Tech Challenge, realizada no Congresso de Inovação nos últimos dias 9 e 10 de março, em Brasília, fez uma breve apresentação de seus projetos, das premiações e competições que participaram, bem como a importância da robótica em seus processos de aprendizagem. 

A equipe do Conselho Nacional do SESI conheceu ainda os projetos desenvolvidos pelos alunos integrantes do Laboratório de Iniciação Científica (LIC) que já participaram da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) e da Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (MOSTRATEC), como é o caso do projeto das alunas Brenda Martins, Ewilyn Aparecida e Yasmin Nanashara, coordenado pela professora Anni Mabelly, que criou a caneta com plástico biodegradável produzido a partir da fibra da bananeira e que usa tinta produzida com material sustentável, como o urucum e o jenipapo.

Na ocasião, Geisa Brito, Katharine Hluchan e Alexsandra Souza apresentaram os dados estratégicos importantes sobre as Escolas SESI da Paraíba, como o número de matrículas do ensino básico e do EJA, que cresceu de forma exponencial nos últimos 4 anos, contrariando até as projeções da pandemia, as ações de férias realizadas pela escola, como o Infokids, o Info Teen e a Escola de Robótica, e o investimento feito para que a instituição possa oferecer cada vez mais benefícios aos alunos e à sociedade. Durante a apresentação, elas citaram o caso da ex-aluna do EJA da Escola SESI, que foi aprovada em dois cursos universitários após a conclusão do ensino médio e celebraram as premiações das equipes de Robótica e do LIC. 

“Tudo isso é um trabalho dos professores e dos alunos nos laboratórios. Eu digo que a Robótica transforma vidas, e realmente transforma. Nós também temos o Laboratório de Iniciação Científica, que é um projeto pedagógico das Escolas SESI da Paraíba, e que tem o intuito de incentivar a pesquisa e a curiosidade dos alunos. Então, através do LIC, nós antecipamos o mundo da universidade para os alunos, para que eles tenham contato com a metodologia científica desde o fundamental. Então eles pesquisam, descobrem e levam soluções para a sociedade”, explicou a diretora das Escolas SESI da Paraíba, Alexsandra Souza.

“O que nos orgulha é que esse projeto pedagógico dentro da escola tenha pouco mais de dois anos, e que nesse tempo já tenhamos conquistado tantas premiações”, completou a Gerente Executiva de Educação, Katharine Hluchan. A apresentação foi finalizada com o projeto de reforma e ampliação do Centro de Atividades Corálio Soares de Oliveira, em Bayeux, para torná-la uma Escola SESI de referência.

“Tem sido muito gratificante ver o empenho, ver o compromisso em todos os níveis, desde o diretor regional, passando pela gerência, pelas coordenações e pelo pessoal que realmente tem o contato direto com o aluno e com os professores. Eu costumo dizer que é gratificante a gente ver o brilho nos olhos de todos eles, o compromisso e a entrega de todos nesse processo de ensino-aprendizagem. A gente vê a desenvoltura desses jovens e um entusiasmo deles em transmitir para quem visita, aquilo que eles estão realizando. Eu acho que esse é o grande diferencial”, General Fioravante, Superintendente Executivo do conselho.

Escola SESI da Prata, em Campina Grande


Assim como na escola de Patos, na tarde do mesmo dia os membros do conselho visitaram a estrutura da Escola SESI da Prata, em Campina Grande. Durante a visita eles também conheceram os laboratórios e as salas de aula, onde o General Fioravante pôde conversar com os alunos. As equipes de Robótica “Destemidos” e “Mega Destemidos” explicaram como funcionam as competições de Robótica pelo país, falaram sobre a importância da robótica no desenvolvimento do trabalho em equipe e fizeram demonstrações de projetos desenvolvidos por eles. Em seguida, o conselho assistiu às apresentações dos alunos do LIC, que também fizeram a exposição de suas pesquisas voltadas, sobretudo, para a solução sustentável de problemas da sociedade, como o sabonete criado a partir da fibra da palma forrageira e que tem um custo abaixo do comercializado, e a lixeira que tem o intuito de descontaminar máscaras de proteção individual utilizadas pelas pessoas durante a pandemia, para que elas possam ser descartadas corretamente sem oferecer riscos à sociedade.

Durante a apresentação, o professor Eduardo Adelino defendeu a ideia do Laboratório como uma produção de conhecimento que vai além do saber científico. “Eu vejo como eles assimilam, vocês podem perceber pelo vocabulário e pelo domínio que eles possuem. Eles entendem como a leitura é enriquecedora nesse sentido, para você se aprofundar em um artigo científico e tirar esse conhecimento para aplicar em um projeto. Então aqui, para além de projetos, eles produzem conhecimento e esse discurso de produzir conhecimento e trazer soluções para problemáticas do cotidiano é o que faz o LIC ser o que ele é, um projeto que, além de científico, é muito pedagógico”, defendeu o professor.

O General Fioravante recebeu das equipes de Robótica de Campina Grande um “Certificado de Amigo da Robótica” e um pequeno troféu simbólico feito de peças de lego, e destacou o orgulho em ver tanto empenho dos alunos. “A gente sente muito orgulho em ver vocês com essa motivação, esse brilho nos olhos e essa vontade de fazer as coisas acontecerem, e que, por traz disso tudo tem toda uma estrutura que começa lá em Brasília e chega até vocês. Então, agarrem as oportunidades, continuem com esse brilho nos olhos e essa vontade de crescer porque isso é importante não só para vocês, mas também para a sociedade e para o sistema SESI. Sintam-se privilegiados por participarem desse sistema, porque tem uma estrutura magnífica por trás dando suporte para que vocês se realizem como pessoas e como profissionais. Saio daqui orgulhoso e muito satisfeito em ver o desenvolvimento de todos vocês”, finalizou o General. 

Concluindo o primeiro dia do circuito de visitas, os membros do conselho se reuniram com o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba - FIEP, Francisco Gadelha, para falar sobre as ações do Sistema Indústria no estado.

SESI Museu Digital


Já na terça-feira, 15 de março, o conselho pôde conhecer a história de Campina Grande através do SESI Museu Digital, que é uma iniciativa do SESI da Paraíba e que conta toda a trajetória da cidade de forma imersiva. A visita no museu foi guiada por Raphael Rio e acompanhada pela Superintendente de Relações Públicas, Comunicação, Marketing e Cultura, Katarina Leite, a coordenadora do museu, Larryane Carvalho, e a Gerente de Marketing, Karla Araújo.

Durante o percurso de atrações do museu, os membros do conselho puderam experimentar todas as ferramentas disponibilizadas e conhecer os principais marcos da região, como o Ciclo do Ouro Branco, quando Campina Grande era a segunda maior exportadora de algodão do mundo. Além disso, assistiram ao video art “Tropel”, que faz referência aos tropeiros, comerciantes que transitavam por Campina Grande no início do século XX, e que dá ênfase aos produtos comercializados por eles nessa época. Interagiram também com os jogos e assistiram aos depoimentos de personalidades que vivem e viveram na cidade, como a dramaturga Lourdes Ramalho e o restaurador de obras de arte, Flávio Capitulino. 

Katarina Leite, Superintendente de Relações Públicas, Comunicação, Marketing e Cultura, destacou a importância da participação do SENAI na criação dos softwares e ferramentas interativas que fazem parte do acervo do museu, como os jogos sobre os ciclos socioeconômicos da cidade, além de explicar sobre o processo de criação e construção do museu. “Eu sou apaixonada por isso aqui, tenho o maior orgulho de fazer parte disso, foi um grande processo de criação. Aqui no museu a intenção é mostrar do passado ao presente. Durante o passeio vocês podem ver que começamos no passado e chegaremos à Campina tecnológica nos próximos equipamentos. Então tem toda uma tecnologia para que a gente possa apresentar tudo isso, e recentemente a cidade recebeu o selo de Cidade Criativa da Unesco, e o SESI Museu Digital teve grande participação nisso”, explicou.  

“Está inserido nesse espaço uma grande criatividade. Tenho certeza que quem chega nesse museu respira conhecimento, através da tecnologia que foi empregada, e uma infinidade de informações que você adquire aí sobre a cidade de Campina Grande e sobre o Sistema Indústria”, General Pedro Antônio Fioravante, Superintendente do Conselho Nacional do SESI.

Durante esses anos em que está em atividade, o museu se tornou referência e importante ponto de visitação, aliando a trajetória histórica da cidade - que é destaque na cultura, na história, na inovação, nas tecnologias e na economia da Paraíba - à modernidade, através de suas ferramentas tecnológicas que contam o percurso histórico de Campina Grande de forma interativa.

Partindo para João Pessoa, o General Fioravante, Fanie Ofugi e Francisca Trajano visitaram o complexo do SENAI no Distrito Industrial da Cidade, onde também fica o Centro de Educação Profissional Odilon Ribeiro Coutinho e o Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e Confecções. Recepcionaram a equipe o Diretor Regional do SENAI, Euler Sales, e o Gerente Executivo de Educação Profissional e Tecnologia da instituição na Paraíba, Janildo Sales. Os dois gestores apresentaram aos membros do conselho toda a planta têxtil do SENAI, desde a fiação até o acabamento do material que é produzido na unidade, as salas de costura e modelagem, o portfólio e as estratégias comerciais do SENAI. Durante a conversa, destacaram a importância da integração e parceria entre SESI e SENAI e explicaram o projeto da construção de uma passarela para integrar a Escola SESI da Prata com o Centro de Formação Professor Stênio Lopes, em Campina Grande.


O General defendeu a integração entre as duas instituições do sistema e a importância dessa parceria para os alunos, para o Sistema Indústria e para a sociedade. “São culturas diferentes, mas eu acho que uma contribui muito com a outra. Quando você pega um aluno do SESI em fase fundamental, por exemplo, e integra de uma certa forma com o SENAI, você está capacitando melhor um técnico e está motivando mais essa pessoa para ser um técnico da indústria. Essa integração favorece a formação de mais técnicos no Brasil e racionaliza e otimiza recursos quando você integra os dois sistemas. Obviamente você não vai misturar o SESI com o SENAI. Eles continuam guardando suas características originais, mas de uma forma integrada”, explicou o General.

Fonte: Ascom/SESI-PB e SENAI-PB

Nós respeitamos sua privacidade. Utilizamos cookies para coletar estatísticas de visitas para melhorar sua experiência de navegação. Saiba mais em nossa política de privacidade.

Entendi e Fechar