CN-SESI participa do Seminário Internacional de Educação

Publicado em: 27 Mai 2022
CN-SESI participa do Seminário Internacional de Educação

Equipe do Conselho Nacional acompanhou, na quinta-feira (26), o Seminário Internacional SESI de Educação, realizado no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. O evento reuniu educadores e pesquisadores para avaliar o modelo atual de ensino e as demandas que as escolas deverão estar preparadas para atender no futuro.

O tema do Seminário foi “Pensamento computacional - aprendendo na escola a resolver questões complexas do trabalho”. Sobre o tema, o diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, fez um panorama das principais mudanças que impactaram na vida das pessoas por meio da tecnologia.

Segundo Lucchesi, a sociedade foi transformada após o advento da internet, seguida pela internet das coisas e deverá transitar, agora, pelo que classificou como “internet das pessoas”.     

“Dado tudo isso, a escola seria a mesma? Manteríamos a escola na mesma forma em que eu estudei? Existe, hoje, toda uma discussão no mundo sobre a inversão da escola, sobre como aprender. Falamos em sala invertida, resolução de problemas e, claro, sobre a linguagem. No Brasil, há uma resistência muito grande em torno desses temas”, declarou o superintendente do SESI.

 “A escola de cimento e tijolo tem um papel importante pelo espaço social, mas não é só isso. Não podemos resistir à necessidade de interagir com as novas tecnologias. Podemos melhorar muito o papel do professor pelas novas tecnologias”, finalizou Rafael Lucchesi.

Para aprofundar na projeção para os próximos anos, o SESI convidou o presidente do Instituto de Copenhagem de Estudos Futuros na América Latina, Peter Kronstrom. O Instituto analisa as tendências mundiais em diversos setores para colaborar na tomada de decisões de empresas públicas e privadas.

“O fator que mais importa para nossa geração é como educamos para o futuro.
Estamos em uma forma de educação totalmente arcaica. É preciso mudar.
O estudo hoje é baseado em verdades absolutas, que nunca existiram.
O futuro está acontecendo agora, é o próximo momento, é aqui entre todos nós. Temos a possibilidade de criar nosso futuro e essa é uma tarefa que o sistema educacional deveria levar muito à sério”, disse durante o painel Ações e Pensamentos para o Presente e para o Futuro.

Kronstrom afirma que o modelo de educação deveria ser mais amplo do que o conteúdo técnico tradicional. Para o pesquisador, a arte e a empatia deveriam ser temas de aprofundamento em sala. “O futurismo está entre a ciência e a arte
comportamento humano é o que mais impacta nas nossas análises”, afirmou o pesquisador da Dinamarca.

O Conselho Nacional do SESI foi representado pela gerente de Planejamento, Gestão e Fiscalização, Fanie Ofugi, e pela assessora de Comunicação, Gisele Diniz. 



Conheça mais algumas das projeções apresentadas por Peter Kronstrom:

Social

O comportamento humano é o que mais impacta nas nossas análises. Uma coisa que vai mudar muito nosso futuro é a igualdade entre homem e mulher, porque isso está mudando as famílias.

Disrupção

O ser humano olha a nova tendência como superestima no curto prazo e subestima o longo prazo, enquanto deveria ser o contrário. Pesquisas dizem que devemos ser otimistas, porque o mundo está mudando. Precisamos sair do medo da mídia e ver o lado bom das coisas. Lembrar que não existe verdade absoluta. As verdades absolutas estão mudando cada vez mais rápidos. O estudo hoje prepara para mostrar que a vida é um castigo e ele é uma oportunidade.

Longevidade

Estamos vendo o futuro da educação como mudança constante - life long learnig. A educação nunca vai parar de mudar. O maior desafio é preparar para fazer treinamento para a terceira idade. Porque eles vão continuar aprendendo e cada vez mais.

Trabalho
As gerações futuras vão ter seis carreiras ao mesmo tempo. Como vai ser o trabalho do futuro ninguém sabe. Hoje tem mais de seis milhões de pessoas que ficaram milionárias fazendo vídeo para o YouTube. A gente tem muitos desafios e serem solucionados e não vamos solucionar esses problemas com as mesmas ferramentas. A pandemia adiantou inovações que estávamos prevendo para os próximos 15 anos, mas a gente fez em dois anos.


Resiliência
O que temos hoje é uma sociedade hiper frágil. Se auto destroi para se reconstruir. Significa que temos que esperar o inesperado. Nunca antes precisamos tanta da educação. Os maiores educadores hoje são os influenciadores de internet. Precisamos de nerds. Como despertar os nerds. Queremos desenvolver pessoas que tenham curiosidade e paixão.


Empatia
Se olharmos para 2089, nossa educação vai ser focada em desenvolver arte e habilidades que nos ajude a sobreviver. Tudo vai acontecer para termos um mundo mais criativo e mais empático.

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